O cenário político maranhense teve mais desdobramentos nesta sexta-feira (17) com uma atitude que pegou muitos de surpresa e carimbou, nos bastidores, a marca da deslealdade.
O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, oficializou sua saída da base de apoio do governador Carlos Brandão para declarar apoio à pré-candidatura de Eduardo Braide ao Palácio dos Leões.
Embora o anúncio oficial tenha sido maquiado com discursos de "gratidão" e "maturidade", a realidade nua e crua das articulações políticas aponta para uma verdadeira traição.
Rildo morde a mão que o ajudou a governar a segunda maior cidade do estado.
O discurso da conveniência e o cinismo político
Durante o pronunciamento, o prefeito de Imperatriz fez questão de ressaltar que, desde o início do seu mandato, encontrou no governador Brandão um parceiro de diálogo aberto e compromisso público. Rildo chegou a enfatizar que essa união estratégica foi fundamental para "tirar Imperatriz do atraso", gerando frutos altamente significativos com a entrega de obras estruturantes que mudaram a realidade do município, isso era o mínimo a fazer...
Nas palavras do próprio prefeito: “A parceria com Brandão rendeu frutos significativos e entregas importantes de obras para o município de Imperatriz.”
No entanto, o tom de profunda gratidão utilizado por Rildo soou como cinismo político. Afinal, usar a máquina e os investimentos do Governo do Estado para consolidar a própria gestão e, logo em seguida, pular do barco para fortalecer a oposição é um movimento que não fecha a conta da lealdade.
A desculpa da "escolha difícil"
Rildo tentou dourar a pílula classificando a decisão de apoiar Eduardo Braide como "madura" e "uma das mais difíceis de sua trajetória", alegando responsabilidade com a Região Tocantina.
Para bom entendedor na política, a justificativa não cola. O histórico de transformações e conquistas viabilizadas por Carlos Brandão em Imperatriz deu ao prefeito uma base sólida de desenvolvimento.
Dar as costas a esse grupo agora mostra que o pragmatismo e os interesses pessoais falaram mais alto do que o reconhecimento público.
Com essa movimentação, Rildo Amaral entra formalmente para o time de Eduardo Braide, mas carrega consigo o peso de ter cuspido no prato em que comeu. Resta saber como o eleitorado de Imperatriz e a Região Tocantina, que viram o volume de obras enviadas por Brandão para a cidade, vão reagir a essa postura de deslealdade nas urnas.
O jogo rumo ao Palácio dos Leões está apenas começando, e as máscaras de bastidores já começaram a cair.
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