CASO PATROA AGRESSORA: Empresária é investigada por cinco crimes contra doméstica grávida no MA


A Polícia Civil do Maranhão investiga a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, presa preventivamente na última quinta-feira (7). Ela é suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, no município de Paço do Lumiar. Um policial militar também foi preso por suposto envolvimento no crime.


As Acusações e a Investigação


Segundo o delegado-geral Augusto Barros, a empresária responde por cinco crimes graves. Tentativa de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa);


 Cárcere privado;


 Calúnia;


 Difamação;


 Injúria.


A investigação conta com áudios onde a empresária supostamente confessa as agressões, afirmando que a vítima "não era para ter saído viva". A defesa de Carolina solicita perícia no material, alegando que a autoria das gravações não foi confirmada.




O Relato da Vítima: Tortura e Acusações Falsas


A jovem, que cumpria uma jornada exaustiva (segunda a sábado, das 9h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo), relatou momentos de terror.


A Motivação: A patroa a acusou de furtar um anel de R$ 5 mil. O objeto foi encontrado posteriormente em um cesto de roupas sujas, mas as agressões não pararam.


 A Violência: A vítima foi derrubada e atingida por socos, murros e puxões de cabelo. Ela relata que tentou proteger a barriga durante todo o tempo.


 Ameaça: Após os ataques, a jovem teria sido ameaçada de morte caso denunciasse o caso à polícia.


Prisão e Envolvimento de Policiais


Fuga e Captura: Carolina foi presa em um posto de combustíveis em Teresina (PI). A SSP-MA afirma que ela tentava fugir; a defesa alega que ela apenas buscou abrigo com familiares por não ter rede de apoio no Maranhão.


 Participação de PM: O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, entregou-se à polícia. Ele é apontado pela vítima como cúmplice nas torturas. Michael nega as agressões e diz que estava na casa apenas para entregar documentos.


 Afastamentos: Quatro PMs que atenderam a ocorrência inicial foram afastados. Há suspeitas de prevaricação, após áudios sugerirem que a empresária não foi detida na data do crime por possuir influência entre os agentes.


Defesa


Carolina Sthela já possui um histórico jurídico extenso, com mais de dez processos. Em 2024, foi condenada por calúnia em um caso idêntico, onde acusou falsamente uma ex-babá de roubo.


Nota da Defesa: Em comunicado oficial, a empresária afirmou repudiar qualquer forma de violência e disse que sua família vem sofrendo ataques virtuais. Ela reforçou que colaborará com a justiça e pede que não haja julgamento antecipado. 


A defesa do PM Michael Bruno também nega as acusações e aguarda acesso integral aos autos.


Próximos passos: A empresária permanece presa em São Luís e aguarda a audiência de custódia. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias após a análise de perícias técnicas.




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