Fortes chuvas permanecem no Maranhão e castiga a capital, março pode ter acumulado de até 400 mm, aponta Uema

 As fortes chuvas registradas no final de fevereiro devem permanecer em março podendo chegar 

em acumulados e 400 milímetros, segundo o Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão. A capital maranhense é uma das cidades mais atingidas pelos transtornos causados pela força das águas e pela falta de investimentos para conter os efeitos do clima.



O volume das precipitações ocorre devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), fenômeno climático típico desta época e responsável por grande parte das chuvas na região.


Esse padrão faz parte da dinâmica climática natural do estado e não está associado a sistemas como ciclones extratropicais, que se formam fora da faixa tropical.

A ZCIT se forma a partir do encontro dos ventos alísios provenientes dos hemisférios Norte e Sul, criando uma extensa faixa de nuvens carregadas próxima à Linha do Equador — área onde o Maranhão está inserido.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esse encontro de massas de ar provoca a ascensão do ar quente e úmido, favorecendo a formação de nuvens densas e chuvas intensas.

O fenômeno pode gerar temporais, trovoadas, rajadas de vento e períodos prolongados de céu nublado, características comuns do clima tropical nesta época do ano.

A previsão indica que a ZCIT continuará influenciando as condições do tempo até maio, mantendo a ocorrência frequente de chuvas, além de ventos e descargas elétricas.

Do ponto de vista climatológico, março e abril estão entre os meses com maiores volumes de chuva, principalmente na faixa centro-norte do estado, onde fica a região da São Luís e municípios vizinhos.

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