Orçamento do município de São Luís não é brinquedo: (LOA) deve ser votada amanhã 25

 do blog da Rose Castro


Você já teve a sensação de que na política, a cidade é o que menos importa? O imbróglio da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 em São Luís é o exemplo mais recente de como o embate entre o Executivo e o Legislativo pode colocar o futuro da capital refém de caprichos políticos.

O impasse: R$ 6 bilhões em jogo, para ser investido na cidade 

Estamos falando de uma previsão orçamentária de R$ 6,03 bilhões. É dinheiro público, recurso que deveria estar sendo planejado com rigor para a infraestrutura, saúde e educação de São Luís. No entanto, o que vemos é uma queda de braço.

A proposta, que dormita desde agosto de 2025, só ganhou urgência agora. Por que só agora? O motivo, segundo os próprios vereadores, é a falta de repasses — especificamente os R$ 12 milhões destinados ao Hospital do Aldenora Bello.

A política do "toma lá, dá cá" custa caro

Quando vereadores precisam acionar o Ministério Público para cobrar o cumprimento de emendas, fica claro que a comunicação entre o Palácio de La Ravardière e a Câmara Municipal está, no mínimo, em ruínas.

O resultado desse atrito?

 Atraso na governança: A cidade fica à mercê de decisões de última hora.

Desgaste da imagem: O cidadão, que paga a conta, vê seus representantes mais preocupados com o repasse de verbas específicas do que com a execução estratégica do orçamento global.

Resistência como ferramenta: A rejeição do regime de urgência pelos vereadores não foi apenas uma decisão administrativa, foi um recado político claro ao prefeito Eduardo Braide.

O que esperar de amanhã?

A votação de amanhã é mais do que a aprovação de números; é um teste de força. A pergunta que fica para nós, ludovicenses, é: após o embate terminar, teremos um orçamento focado nas prioridades reais da cidade, ou apenas uma trégua temporária antes da próxima crise entre Câmara e Prefeitura?

Precisamos que a política de São Luís deixe de ser um tabuleiro de xadrez para poucos e comece a ser, de fato, a ferramenta de gestão que a nossa capital tanto precisa.

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